terça-feira, 7 de setembro de 2010

Segunda caderno sem data e título

I

O alcool já não funciona. Estivesse bêbedo, soubesse o que isso é. Estou triste e dança ao meu lado tendo como acompanhamento as chaves do meu quarto que lhe dei.

Nada quero e quero tudo, sou imundo como doméstico.

II

Fosse um simples parvo
Dos que nada querem.
Fosse um dos que medem
Pelo menos o que é caro.

Fosse às vezes feliz
que medo não têm
como dos que vêm
com menos que vi.

Mas sou triste e escrevo
bebemos por merdas
bebemos em'spera
só bebo por medo.

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