segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sem data e título


I

Todo o anjo acaba por cair. Ninguém aguenta, nem o bem, para sempre, tudo tem o limite que possibilita o equilíbrio e tudo o que o deixa de o ser um dia. Queria estudar mas a luz escasseia. Eu que acordei cedo devia tê-la aproveitado mas não fiz. Queria ter estudado mais queria estar mais perto do céu, queria. as asas bati e não por excesso de interesse, simplesmente por falta de coordenação caí, qual ícaro frustrado que antes da morte nem sequer o sol mais sentiu.


II

Como um necrófago tomou
nos braços que antes abrira
o corpo afogado num ol qualquer
imundo momento
vómito provocado p'la vista
e p'la cabeça ine
existente.

Era linda
linda a sóbrio olhos
Já que aos outros tudo basta.
Agora cega caía,
Sentia a certeza do impacto

O corpo cansado, afogado
Cai de vez
depois de cair.

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