quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Segundo caderno sem data e título


I


ÎI

O céu perdera a cor, estava cinza
As árvores c'o vento baloiçavam
Como as mulheres ensinam mas não davam
Parecia que ia chover mas não chovia.

O arder do cigarro rubro ardia
A rua estava deserta não passavam
mais que instantes por mim, tanto duravam
Como o café saboreava o dia.

Vertera em mim o que bebia, sujo
Não como antes estava, tinha o chão
De destino algo: o céu de feio fere

O vento quando passa traz e perder
Tudo o que em mim estava. A um defunto
Nada mais dava que uma só canção.

II

tem-se a noite c'o negro sem sentido
nada mais lhe atribui falta de cor
é tão pouca esta luz o monitor
so da a mente se nao tem castigo.

No escuro vem o medo: estou sozinho
no escuro fujo do que quer que for
mas basta a manha vir que posso por
no que antes n tinha um qualquer sentido.

Todo o começo fim de algo é. E chega
com uma cançao sempre e sempre certa
mesmo que diga olá c'o a despedida.

Assim as noites nao sao noites vida
tenho com outra luz: manhã incerta
em q a tristeza me dorme e o corpo aguenta

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