
terça-feira, 10 de agosto de 2010
24/03/06
Nada sei fazer.
com grande eloquência
No meio a escrever
no meio a dizer
no meio a dif'rença.
Tento mas em vão
esqueço assim a dor
canto uma canção
sou uma ilusão
Amando amador.
Só por isso o faço
So por isso o tento
Perdido o compasso
eu nunca me farto
Tudo isto é alento.
com grande eloquência
No meio a escrever
no meio a dizer
no meio a dif'rença.
Tento mas em vão
esqueço assim a dor
canto uma canção
sou uma ilusão
Amando amador.
Só por isso o faço
So por isso o tento
Perdido o compasso
eu nunca me farto
Tudo isto é alento.
23/03/06
O senhor tinha uma mala de cabedal onde guardava os seus segredos mais sujos que, por respeito, não vou enumerar. As pessoas que passavam por ele nao tinham mala de cabedal e,por vezes, nem mala tinham. Invejavam-no, cobiçavam o que mais sujo o homem tinha, e ele sabia rindo por dentro.
Sem data e sem título.
A luz era perfeita como o resto,
depois dos beijos a cabeça ergueu
Só o pescoço olhou mas já não deu
dois assim não se muda estou bem certo.
Recordo com tristeza mas só quero
Aquel' momento não o copo meu
mesmo que por instantes só o seu
quem peça quer isto se é sincero
Sei que sou sujo, não duvido, sei
mas sempre recordando eu me dei
e não mais que a entrega eu consigo.
não mais que um momento senhor peça.
[Sou mostrador de um tempo que comigo
Conto tão lento só enquanto resta.]
depois dos beijos a cabeça ergueu
Só o pescoço olhou mas já não deu
dois assim não se muda estou bem certo.
Recordo com tristeza mas só quero
Aquel' momento não o copo meu
mesmo que por instantes só o seu
quem peça quer isto se é sincero
Sei que sou sujo, não duvido, sei
mas sempre recordando eu me dei
e não mais que a entrega eu consigo.
não mais que um momento senhor peça.
[Sou mostrador de um tempo que comigo
Conto tão lento só enquanto resta.]
Sem data sem título
A mão sobre um cigarro, sob o pé
reside o chão, café bibo, nadas
no cinzeiro amontoam-se beatas
que [sem elisão] encontram no sujo sua sé.
Vícios não passam por teorias, fé.
Que outra coisa se pede, é tão rara
[a] pessoa que percebe [sem elisão] uma farsa
Suporta o templo e por ele fica em pé.
Eu que sei sigo as regras sou mais triste
Vejo a garra que sem medo enfrento
P'lo pescoço mantenho-me lá dentro
E ás vezes penso que este Deus existe.
Puxo um cigarro, um copo verto e sou
Por instantes tão menos do que dou.
reside o chão, café bibo, nadas
no cinzeiro amontoam-se beatas
que [sem elisão] encontram no sujo sua sé.
Vícios não passam por teorias, fé.
Que outra coisa se pede, é tão rara
[a] pessoa que percebe [sem elisão] uma farsa
Suporta o templo e por ele fica em pé.
Eu que sei sigo as regras sou mais triste
Vejo a garra que sem medo enfrento
P'lo pescoço mantenho-me lá dentro
E ás vezes penso que este Deus existe.
Puxo um cigarro, um copo verto e sou
Por instantes tão menos do que dou.
Sem data e sem título
Quase tudo o rei define
sendo o resto fantasia
Mesmo assim tudo decide
Enquanto o parvo resiste
Tudo o que é dito é mentira.
No jogo houvesse a certeza
passos certos estão dados
Na espera está a beleza
Tudo se faz sobre a mesa
O que se fez é passado.
Tão certo a peça moveu,
Decidiu está já feito
Ao perder ele se deu
Do seu trono o rei desceu
Ele foi e já não veio.
sendo o resto fantasia
Mesmo assim tudo decide
Enquanto o parvo resiste
Tudo o que é dito é mentira.
No jogo houvesse a certeza
passos certos estão dados
Na espera está a beleza
Tudo se faz sobre a mesa
O que se fez é passado.
Tão certo a peça moveu,
Decidiu está já feito
Ao perder ele se deu
Do seu trono o rei desceu
Ele foi e já não veio.
22/03/06
Fosse tudo tão simples como um jogo de xadrez que já tem o seu quê de complicado. Movimentássemos as peças como queremos não pensando no que o outro faz. Melhor seria se contra nós jogássememos, se todas as reacções fossem conhecidas. Que mais é a vida. Movemos o bispo e ele faz-nos um cheque. É compreensível sabermos por conflito o que ele faz.
Fosse o blue qualquer coisa ou o Kasparov, fosse outro que não eu.

Fosse o blue qualquer coisa ou o Kasparov, fosse outro que não eu.

II
É como a vida o xadrez continua. A diferença é que um é mais contra o tempo, mais tempo se tem no outro para pensar. Tudo acaba não quando nada se tem mas sim quando se está certo de que se vai perder.
Sem data e sem título
I
"Are you expecting someone?"
Penso que sim.
"Why?"
Não sei,
se não houvesse interesse
será que aqui estaria?
Duvido,
Insisto que o faria,
como não sei e espero.
Só por isso o faço,
Cada passo,
é 1 mais que falta
como cada um é
menos o que vou esperar.
II
Se não esperasse não estaria sentado
De pé não resisto [nem] mesmo ao que por bem chega
Não dá.
Será que é possível?
P'ra mim não é,
e o que faço depende
do que tudo é para mim.
Continuo sentado.
Ainda não chegou,
Se não chega eu vou
III
A escrita não é selectiva. Quem escolhe sentindo o que escreve, quem só se toca p'lo que escolheu? Fosse tudo simples. Fosse tudo como se quer. Fosse como não é.
IV
A música tocava alto,
Alto de mais,
e quão fundo eu estava.
A cabeça pesava
Doía como só doí quando assim a sinto.
O q faz?
O que fazia aqui?
Tenho de ir,
ou partir
mostrar o que sou.
mas não sei se vou
se não for é tarde
e sempre quando o é,
é d +.
V
Numa cave quase indiscritível
mas que não o é
Com música que o senhor parece
nos mostrar
escrevo e faço-o impondo com aspas
pois sinto o tempo tão distante de mim
As pessoas diluem-se no que bebem
que desfaz o que eram
Alguns mais bravos sublimam
nunca percebem a química do que está.
Putas e onanistas que por trás somente
realizam o que procuraram
Conas que só servem quando já nada se tenta
ou se a mente é a única merda que se tem.
Nadas que mais eles possuem?
e é só por isso que os invejo e chora
Escrevo e masturbo-me assim
Sé parte do que eles têm consigo
Só aquilo que o $ não traz,
Também abraço o ól
Perco-me no líquido sujos
moléculas ao pouco deixam de interessar
Mas mais ignorância qie essa não tenho,
Passam por mim, passam lentamente
não porque passam mas porque assim os vejo.
Aos poucos muda e já não vos quero,
começou isto;
Sou uma memória que vou ter no final
E correm-se e sujam o que são
o prato que talvez alguém vai ter.
Olho, olho para o chão e choro
e as lágrimas já não correm
Ardem-me os olhos que mais choro não conseguem.
Outros descrevem-se no sujo que os faz,
Perdem-se montras por [ ] que ninguém chora,
noutra lua que só sentando se conhece.
VI
Não são tristes e só por isso o são
Ninguém sabe o que quer
nem sequer o que são.
Venha mais um ano,
so mais um que o fardo consome
não sabendo eles que tudo o que fazem fazem neles
Estou tão farto tão farto de mim
nem uma uma onde... hoje.
O que sou afinal?
não sou o mesmo já o disse
Sou o que existe
Entre o antes e o hoje.
VII
Como sempre tinha razão.
Nuca sabem a alma simplesmente porque não deixo.
Que vão...
não as merçeo
e só por isso que vão
ou eu vou
sou mau e sei-o.
Quem me quer
que não me queira
Não sei o que fazer...
E assim fim.
Porque tem tem de ter sempre razão?
Porque?
Estou farto e não muda
nada mais do que tinha.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
19/03/06
I
Como sempre o metro tem o cheiro que só sint nos transporte que implica um qualquer tipo de relação. Vou para o canto fazer uma merda de um trabalho quando sinto que o meu esforço não seria empregue aqui.
Meu Deus estou mais velho, cansado de tudo. Parece que tudo o preciso e necessito requer um bateria p'ra viver/ funcionar. No funcionamento, na coragem querem que o indicador indique o contrário. Tentaram-me ligar 4x's e não voltei a ligar o tlm. era desnecessário: nunca iria funcionar. Chegámos a um ponto em que já nada nos serve e fazemos tudo baseados numa atitude já que são as temos o que nos define.
Nem procuro explicar-me, não vale a pena. Ajo ou não da forma que não se vê.
II
Tristes meios só implicam
Fins que mais tristes são
Não vês a luz teu céu é chão
Não são estrelas que te guiam.
Tão mais triste é o que tens
O pequeno que seguras
Dás a certeza que dura
O tempo em que vais e vens.
Estou em ti e vou chegar
E até lá não quero ver
Aqui eu não vou perder
A vontade de sonhar.
13/03/06
Acordei tarde e bebi um café com leite qu eme soube muito bem. O seu sabor pressistia enquanto eu sorria para as fotografias afixadas na parede com alguma nostalgia. Só passou meio mês mas já era suficiente para eu sentir com alguma tristeza a distância por entre esses dias.
Estou sozinho tal como estava enquanto bebia um cafezito bastante maus mas que, por ter sido feito só por mim, tinha um sabor indescritível de um modo positivo. O mesmo se passa com o que mais eu faço. Por ser meu o esforço, mesmo que pouco é tudo para mim.
Quero um cigarro, estou farto de escrever.
Estou sozinho tal como estava enquanto bebia um cafezito bastante maus mas que, por ter sido feito só por mim, tinha um sabor indescritível de um modo positivo. O mesmo se passa com o que mais eu faço. Por ser meu o esforço, mesmo que pouco é tudo para mim.
Quero um cigarro, estou farto de escrever.
Sem data e sem título
I
Life always shoes the same old things
who doesn't know what to expect?
Inside the room lies in bed
someone new i don't remember.
It's all the same
it does not change
and we cry
cause we know it is the way.
One more act..."we change the scene",
The actor gets old for the crying
now they are sure why they are lying
one day they never smile again.
II
O suporte do copo equilibrava a mesa, travando não permitia que ela tremesse. A bebida equilibrava o resto, tudo aquilo que a nossa presença não equilibrava.
Só mais uma dizia ele sem saber o mal que proponha; via o caminho em frente por detrás de uma parede que aguentava com o peso do seu corpo. Não esperava ninguém e as surpresas agora são tudo o que vem. Nem sequer te seguras só baloiças já que não esperas o que vem contra nós.
Felizmente a mesa não treme e os cálices não caiem sem ser por nossa desconhecida vontade ou por instinto de um corpo que já não controlamos. Que venha que me mate que me conspurque o ser que tem sede que permite a falta de qualquer consciência.
Venha mais uma já esou farto de esperar, venha venha venha...Se cair que seja por isso, pela falta de algo que um copo cheio contém.
III
De lento os dias passam já não choro
tudo tem um limite e eu já o vi
Quantas vezes em vão eu não caí
Em tantas partes estou disperso e moro.
De que me vale viver se eu não posso?
se outra regra não há no que vivi
Ao longo desta vida só perdi
Tudo aquilo que agora tanto gosto
[]
Porque nele não na alma tenho fundo.
Do meu limite seja eu só produto
E produto o limite do que eu vi.
05/03/06
I
Conhecemo-nos ou vemo-nos no instante em que agem como nós.
Sou insignificante como as luvas esta mesa suporta. São de alguém, são minhas mas não havendo frio para que servem. Usamos, abusamos, consumimos enquanto temos mas, pouco depois, porque nos pede o estabelecimento depositamos no caixote, não mais próximo, mas naquele que est+a mais à vista.
Não estou nem quero estar triste nesse caixote, não quero ver a tristeza que causei em mim.
Sou fraco, sim eu sei que sou, e mais que isso agora para nada sirvo senão...senão p'ra queê? []
Entre extremos nao me defino nem por momentos curtos como os que me são felizes. Isolo-me numa mesa qualquer.
II
Mais um dia e mais uma volta no carrocel da vida assada ou quiças fogosa.
Um chapéu estranho, um olhar engraão e um poço que é mais velho que o tempo que conheço. Isto define em parte o que vi hoje o que por assim ser também é mundano. Em casa, ou lá como se chama o local para onde vou, o dia prolonga-se e não em lâmpadas de 40 w. Não é a luz que define os nossos dias mas sim a falta dela.
03/03/2006
Voltou tudo ao mesmo. A [ ] é que sabia bem. Silêncio, paciência ou outra coisa qualquer.
Sinto mas quis mais e por isso mais um vez estou assim. O que sentimos reflecte-se no mundo que num instante deixou de nos querer. Fosse outro, escresse perguntas felizes.
Sinto mas quis mais e por isso mais um vez estou assim. O que sentimos reflecte-se no mundo que num instante deixou de nos querer. Fosse outro, escresse perguntas felizes.
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