terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sem data e sem título

I

"Are you expecting someone?"
Penso que sim.
"Why?"
Não sei,
se não houvesse interesse
será que aqui estaria?
Duvido,
Insisto que o faria,
como não sei e espero.
Só por isso o faço,
Cada passo,
é 1 mais que falta
como cada um é
menos o que vou esperar.

II
Se não esperasse não estaria sentado
De pé não resisto [nem] mesmo ao que por bem chega
Não dá.
Será que é possível?
P'ra mim não é,
e o que faço depende
do que tudo é para mim.
Continuo sentado.
Ainda não chegou,
Se não chega eu vou
III
A escrita não é selectiva. Quem escolhe sentindo o que escreve, quem só se toca p'lo que escolheu? Fosse tudo simples. Fosse tudo como se quer. Fosse como não é.
IV
A música tocava alto,
Alto de mais,
e quão fundo eu estava.
A cabeça pesava
Doía como só doí quando assim a sinto.
O q faz?
O que fazia aqui?
Tenho de ir,
ou partir
mostrar o que sou.
mas não sei se vou
se não for é tarde
e sempre quando o é,
é d +.
V
Numa cave quase indiscritível
mas que não o é
Com música que o senhor parece
nos mostrar
escrevo e faço-o impondo com aspas
pois sinto o tempo tão distante de mim
As pessoas diluem-se no que bebem
que desfaz o que eram
Alguns mais bravos sublimam
nunca percebem a química do que está.
Putas e onanistas que por trás somente
realizam o que procuraram
Conas que só servem quando já nada se tenta
ou se a mente é a única merda que se tem.
Nadas que mais eles possuem?
e é só por isso que os invejo e chora
Escrevo e masturbo-me assim
Sé parte do que eles têm consigo
Só aquilo que o $ não traz,
Também abraço o ól
Perco-me no líquido sujos
moléculas ao pouco deixam de interessar
Mas mais ignorância qie essa não tenho,
Passam por mim, passam lentamente
não porque passam mas porque assim os vejo.
Aos poucos muda e já não vos quero,
começou isto;
Sou uma memória que vou ter no final
E correm-se e sujam o que são
o prato que talvez alguém vai ter.
Olho, olho para o chão e choro
e as lágrimas já não correm
Ardem-me os olhos que mais choro não conseguem.
Outros descrevem-se no sujo que os faz,
Perdem-se montras por [ ] que ninguém chora,
noutra lua que só sentando se conhece.
VI
Não são tristes e só por isso o são
Ninguém sabe o que quer
nem sequer o que são.
Venha mais um ano,
so mais um que o fardo consome
não sabendo eles que tudo o que fazem fazem neles
Estou tão farto tão farto de mim
nem uma uma onde... hoje.
O que sou afinal?
não sou o mesmo já o disse
Sou o que existe
Entre o antes e o hoje.
VII
Como sempre tinha razão.
Nuca sabem a alma simplesmente porque não deixo.
Que vão...
não as merçeo
e só por isso que vão
ou eu vou
sou mau e sei-o.
Quem me quer
que não me queira
Não sei o que fazer...
E assim fim.
Porque tem tem de ter sempre razão?
Porque?
Estou farto e não muda
nada mais do que tinha.

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