segunda-feira, 9 de agosto de 2010

10/02/06 - Schippol

I

Tudo começou há já algum tempo, há um ano atrás. Se aqui estou hoje é por o ter decidido mesmo que por mero instinto ou por razão aparentemente não certa.
Estou sozinho. Finalmente estou sozinho, antes estivera mas só na solidão que o meu quarto e o meu computador permitem. No fundo não tenho tudo o que me faz e agora que estou longe se sem nada sinto o que não sentira.
Não choro, não choro porque foi isto que quis e quero começar como homem esta jornada que só me aproximará daquilo que tento ser.
Aos poucos tenho cada vez mais de mim nas partes deste caderno.
II
Quantos já se sentaram só aqui?
Tenho o jornal o lado, tenho o mundo,
Tudo o que vejo pesa, sou o fim,
Deste tão nada q'em mim é tudo.
Olho p'ro lado e não importa vi,
Nunca sabendo o que completa o fundo,
Desta tristeza que ignorando quis.
E aqui mais ninguém chora é meu o luto.
Mais um instante e vou partir de novo
Será outro o betão desta tisteza
A sua voz será a d'outro povo.
A sra. chamoume vou ter de ir,
Estou tão faro quero dormir, dormir!!!
Não há nada que suba que não desça.

III

IV
V

VI
VII


VIII

IX

X
Não sei se o que exprime a minha surpresa da melhor maneira é uma sandes de atum manhosa que estou agora a comer, o tapete foleiro que piso, ou a porta marcada por soquetes que fechei ao fechar o meu quarto. É tudo tão diferente do que eu esperava, mas não novidade, sempre que esperei aconteceu assim. Estou farto de ser surpreso pela negativa e tudo é tão pior quando estamos sós. Não sei o que faça, não sei nem nunca soube e, se soubesse, não seria aqui que eu estava agora.
XI

XII


XIII

Só mais um texto p'ro caminho, só mais um p'ro que eu não sei. Estou triste, não sei porque choro, pois não sei o que comigo se passa ou simplesmente estranho esta sensação que nunca tive.

O que é? o que é estar só? Tinha tudo ao meu alcance- tudo - e agora rodeiam-me tipos que falam dialectos quaisquer que eu só perce o quando se transformam em inglês ou em algo que a ele se assemelhe.

Sou um merdas. Sou tudo o que nunca quis ser. Sinto-me finalmente.