A mão sobre um cigarro, sob o pé
reside o chão, café bibo, nadas
no cinzeiro amontoam-se beatas
que [sem elisão] encontram no sujo sua sé.
Vícios não passam por teorias, fé.
Que outra coisa se pede, é tão rara
[a] pessoa que percebe [sem elisão] uma farsa
Suporta o templo e por ele fica em pé.
Eu que sei sigo as regras sou mais triste
Vejo a garra que sem medo enfrento
P'lo pescoço mantenho-me lá dentro
E ás vezes penso que este Deus existe.
Puxo um cigarro, um copo verto e sou
Por instantes tão menos do que dou.
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