terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sem data sem título

A mão sobre um cigarro, sob o pé
reside o chão, café bibo, nadas
no cinzeiro amontoam-se beatas
que [sem elisão] encontram no sujo sua sé.

Vícios não passam por teorias, fé.
Que outra coisa se pede, é tão rara
[a] pessoa que percebe [sem elisão] uma farsa
Suporta o templo e por ele fica em pé.

Eu que sei sigo as regras sou mais triste
Vejo a garra que sem medo enfrento
P'lo pescoço mantenho-me lá dentro
E ás vezes penso que este Deus existe.

Puxo um cigarro, um copo verto e sou
Por instantes tão menos do que dou.

Sem comentários:

Enviar um comentário